sexta-feira, 11 de maio de 2012

Momento



Você está deitado e percebe que algo de ruim vai acontecer. Não sabe o que, apenas sente algo ruim. Do mesmo jeito que a chuva molhou a noite, as lagrimas molharam meu rosto, mesmo sem motivo, apenas por sentir. Ela agora esta tão perto aos meus olhos e, ao mesmo tempo, tão longe de meu coração. Sinto medo. Medo de passar por toda aquela historinha fútil que só existe no meu livro. Tenho medo de suprir essa necessidade de encontrar alguém. Tenho medo dela apenas fala: "Se toca pirralho!". Tenho medo de tentar. Sinto saudade daquele abraço. E ela que apenas vi uma vez, vive sua vida, sem nem olhar para mim. Não vê que ha uma fraca chama no meio de um nevoeiro. Isso mesmo, um nevoeiro que foi construído com o passar daqueles, em parte, quatro desprezíveis meses. Para mim, para meu dia ser perfeito, basta apenas aquele sorriso, um sorriso tão bonito que as flores brotam, o pássaros voam e ate mesmo o arco-íris aparece no dia mais frio do inverno. Será que eu me perdi? Não sei, vou seguir às cegas, vou encontra-la. Seguir aquele perfume que é exalado naquela noite abstrata. Sinto que o próximo dia vai ser mais quente. Sinto estar entre aqueles braços que mal conseguem me cobrir por completo, mas não importa, é perfeito. Que aquele momento dure, ate o fim das nossas vidas. Ate o fim do nosso amor.

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